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Museu da Limpeza Urbana expõe na Rodoviária do Plano Piloto

Nesta quinta-feira (18), quando é comemorado o Dia Internacional dos Museus, quem passar pela Rodoviária do Plano Piloto poderá conhecer um pouco do Museu da Limpeza Urbana.

Cerca de 20 peças expostas — que foram descartadas e encontradas por garis — poderão ser apreciadas até as 17 horas, no piso inferior, próximo ao embarque do Expresso Sul, abaixo da escada rolante.

O público verá objetos de diferentes épocas, como uma máquina de costura dos anos 1800. Há, ainda, máquinas fotográficas, de escrever e celulares antigos, cujo descarte incorreto pode trazer danos ao meio ambiente e à saúde humana, por conter metais pesados na composição.

A exposição apresenta também uma área voltada à educação ambiental, com orientações sobre como fazer um minhocário e com duas maquetes que mostram a diferença na disposição dos rejeitos em um aterro sanitário e em um lixão.

Informações sobre as coletas orgânica e seletiva são prestadas em um estande do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Os visitantes ficam sabendo quando cada uma delas é feita na região em que moram e anotam os dias e turnos em um panfleto entregue pelos servidores da autarquia.

A mostra chamou a atenção da fotógrafa Olga Ostrowski, de 31 anos. Ela contou que pôde entender melhor a diferença entre aterro sanitário e lixão e a importância de separar os resíduos mesmo quando não há coleta seletiva onde mora. “Há pessoas que trabalham com a separação de lixo, e isso ajuda na vida deles”, disse a russa, que reside em Brasília há dois anos e meio.

O assistente da Assessoria de Gestão Ambiental, do SLU, Rondinele Mota Vieira explicou por que separar os resíduos: “Primeiro, para não perder a essência da educação ambiental; depois, porque, nas usinas de compostagem, existe a separação do lixo orgânico que vira composto, e há catadores que pegam os materiais recicláveis. O que sobra são rejeitos, e é esse tipo de material que vai ser aterrado no Aterro Sanitário de Brasília”.

Vieira ressaltou que a separação ajuda os catadores, tanto avulsos quanto cooperados. “Ele [catador] já conhece qual é o tipo de sacola que tem recicláveis, então vai direto no material, e isso facilita o trabalho”, completou o assistente do SLU.

Quem também visitou o espaço foi a autônoma Cássia Guimarães, de 31 anos. “Achei legal, me interessei. São coisas antigas, relíquias no lixo”, destacou a autônoma, acompanhada das filhas, de 6 e 10 anos, que admiravam peças como uma máquina de escrever. “É voltar no tempo”, completou Cássia.

Museu da Limpeza Urbana completou 21 anos em 9 de maio

Idealizado por garis em 1996, o Museu da Limpeza Urbana completou 21 anos em 9 de maio. A unidade fica em uma área de aproximadamente 80 metros quadrados na Usina de Tratamento Mecânico Biológico de Ceilândia, no P Sul.

O acervo tem cerca de 600 peças. “O museu trabalha com três vertentes: objetos encontrados no lixo pelos antigos garis; história da autarquia; e peças com reaproveitamento de material, que são obras de arte”, detalhou Rondinele Vieira.

A visitação é aberta de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Para agendamentos de grupos é preciso enviar a solicitação para o e-mail ambiental.slu@slu.df.gov.br. Em caso de dúvidas, os interessados podem entrar em contato pelos telefones (61) 3213-0189 e 3213-0190.

O público-alvo são pessoas acima de 6 anos. Para a visita conjunta, que inclui a usina de compostagem, a faixa etária é acima de 15 anos.

 

Exposição do Museu da Limpeza Urbana

18 de maio (nesta quinta-feira)

Até as 17 horas

Na Rodoviária do Plano Piloto (piso inferior, próximo ao embarque do Expresso Sul, abaixo da escada rolante)

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